segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

7668 dias...

Aos dias 23 do mês de janeiro do ano de 1987, as 19:00 hs eu vim ao mundo. Uma criança um tanto feinha, careca, com a cara inchada que se derretia em sorrisos no colo do avô.
Não me lembro muito bem da minha primeira infância, sei que meu pai não esteve presente, pois o mesmo se separou da minha quando eu tinha apenas um ano. Mas isso teve seu lado positivo, pois fui para a casa dos meus avós maternos, junto com a minha mãe. Lá morei por 15 anos, com alguns intervalos onde morei em recife e com meu pai. Ao chegar La me deparei com uma casa grande, daquelas acolhedoras, de mesa sempre cheia e receptiva para aqueles convidados que sempre chegavam na hora do almoço ou jantar.
Dessa época da chegada guardo poucas lembranças, as minhas memórias mais consolidadas e claras datam dos meus seis anos, quando já lia e escrevia (pelo que eu lembro a minha letra se manteve a mesma daquela época), antes disso a lembranças, mas soltas nada muito claro. Gostava da minha vida, apesar de ser a única criança numa casa cheia de adultos, quatro tios meus moravam na época conosco, eu para não ser diferente chateava bastante meus tios e tias, era bom. Meus avós foram extremamente importantes na construção do meu caráter se eu sou o que sou hoje foi pelos valores e ensinamentos que eles me transmitiram. Meu avô é a minha figura masculina mais próxima o qual ainda continua sendo referencia, se ele falar eu me calo, meu pai não tem esse poder sobre mim, alias isso é uma exclusividade do meu avô. E minha avó com ela eu criei uma ligação muito forte e que eu afirmo sem duvidas que a amo mais do que qualquer outra pessoa no mundo, e que a sua perda levara boa parte de mim com ela, abrindo uma ferida que muito demorara a cicatrizar. Devem estar pensando menino criado com vó, mas eu não me importo tive sorte e o privilegio de ser criado por ela, ela é um exemplo para mim.
Nestes 7668 dias já fiz muita coisa e conheci pessoas que marcaram minha vida. Já pulei muro do colégio para matar aula, já pulei para entrar porque cheguei atrasado ao mesmo, já apanhei na escola, já esmurrei colegas de sala, já apanhei em casa por ter apanhado e batido na escola, já fui suspenso, advertido, já fui melhor aluno da sala, ganhei concurso de tabuada, já amei por uma semana, já odiei com intensidade de uma vida, já fugi da casa do meu pai e não voltei ate a presente data, já fiz inúmeras coisas e deixei de fazer outras tantas em igual proporção.
Só sei que eu passei por experiências que me fizeram ter um amadurecimento muito mais rápido. Do alto dos meus 20 anos, quase 21, eu me considero alguém de caráter formado e valores definidos, onde nenhuma influencia externa mudara meus valores ou me fará fazer coisas que considero errado, sou constituído de bases solidas que sabe o que quer da vida e trilha seus próprios caminhos com as próprias pernas e determinação de quem sabe lutar.
Neste tempo que passou, eu olho para trás e de certo modo gosto do que vejo. Aprendo muito com as minhas experiências meu passado e as pessoas que fizeram parte dele são referencias nas minhas tomadas de atitudes para o futuro.
Carrego poucas certezas sobre mim, fora meu caráter e valores, para o que meu futuro me reserva, sou e sempre serei são-paulino, apaixonado pelo que há de melhor nesse mundo: as mulheres (duas das poucas influencias do meu pai, que minha mãe dizia que quando era novo não podia ver uma canela, não era nem um rabo de saia, de fora que ele já tava dando em cima, tanto que foi pai aos 16 anos... e que também fugiu de casa aos 13 anos para ver o São Paulo ser campeão brasileiro em Minas gerais!) e que nunca me drogarei. O resto do que serei as minhas ações e escolhas determinaram...
O porquê de fazer esse texto é que daqui a dois dias completo 21 anos, chego aos 7670 dias vividos e eu quis fazer um “balanço” sem se aprofundar muito da minha historia de vida. Fiz o texto muito mais para me lembrar, com nostalgia de um passado, que infelizmente não volta mais, mas me da força para construir meu futuro...
“Livros, testamentos, folhas de jornal
A vida é curta, mas não é pouca
Maquina do tempo, bola de cristal,
sobrenatural eu saber que não serei para sempre assim...
Me destaco de um álbum de fotografia antigo para lembrar de mim
Dizem que fiquei fora por tempo demais
E aquele agora ou nunca ficou para trás
O que não disseram é que voltei diferente
E que o meu agora é daqui para frente
Nada me amarra passado é propulsão
Todos os meus caminhos começam com o pé no chão
Hoje quando o sol sair eu resolvi voltar”
Sobrenatural - Ludov

4 comentários:

Diego Mello disse...

Que assim seja...

por Luíza Fabiola disse...

Grande filosofia hein amigo?! ^^
e feliz dia do seu aniversário no dia 23!

x*

Anônimo disse...

Parabéns Paulistaaaaaaaaa!!!!!!!!
Espero que não fique xateado, mas não usarei esse espaço para comentar seu texto, mas para parabenizar-te acima de qualquer coisa!!!!!!!!
Que, assim como te desejei hoje mais cedo, Papai do céu te dê um balaio de felicidade!!!!
E que me xame p comemorar!!!
kkkkkkkkkkkkkk
Beijão Paulistaaaaaaaaaaaa

Anônimo disse...

esse texto é bem introspectivo. isso é bom.

www.desmatamentozero.ig.com.br